Diagnósticos de TDAH em adultos disparam no Brasil, mostra levantamento
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade deixou de ser visto como uma condição exclusiva da infância. Entenda por que cada vez mais adultos brasileiros recebem esse diagnóstico e o que muda no dia a dia.
Sempre teve dificuldade para manter o foco e só agora suspeita que pode ser TDAH?
Um psiquiatra pode avaliar seu histórico e confirmar se os sintomas correspondem a TDAH.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) já foi visto quase exclusivamente como uma condição da infância. Esse cenário mudou: psiquiatras relatam aumento expressivo na procura por avaliação de TDAH entre adultos, muitos dos quais nunca haviam sido investigados quando crianças, seja por falta de acesso a atendimento especializado, seja porque os sintomas se manifestam de forma diferente em cada fase da vida.
Levantamentos internacionais colocam o TDAH entre os temas de saúde mental mais buscados do mundo, ao lado da ansiedade — em boa parte dos países analisados, é justamente o TDAH que disputa o topo das buscas relacionadas à saúde mental.
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O que mudou no diagnóstico
Durante décadas, o TDAH foi associado quase exclusivamente à hiperatividade visível em crianças. Hoje se sabe que o transtorno pode se manifestar principalmente por desatenção, sem hiperatividade evidente, o que atrasa o diagnóstico em muitos casos — especialmente entre mulheres, cujos sintomas costumam ser mais discretos e frequentemente confundidos com desorganização ou ansiedade.
Na CID-10, o transtorno está classificado no grupo F90 (Transtornos Hipercinéticos), com subtipos que diferenciam a predominância de desatenção, de hiperatividade, ou a combinação dos dois.
Por que os diagnósticos em adultos aumentaram
Alguns fatores ajudam a explicar o crescimento na procura por avaliação:
- Maior conhecimento sobre como o TDAH se manifesta em adultos;
- Redução do estigma em relação a diagnósticos psiquiátricos;
- Ambientes de trabalho mais exigentes em relação a foco, prazos e multitarefa;
- Identificação do transtorno em pais, ao acompanhar a investigação dos próprios filhos.
Como é feita a avaliação
O diagnóstico em adultos envolve entrevista clínica detalhada, histórico desde a infância (mesmo que o diagnóstico nunca tenha sido feito na época) e, com frequência, questionários padronizados. O psiquiatra também avalia diagnósticos diferenciais, já que sintomas de desatenção podem aparecer em quadros de ansiedade ou depressão.
Quando procurar ajuda profissional?
- Dificuldade recorrente para manter o foco em tarefas do trabalho ou estudo;
- Esquecimentos frequentes de compromissos, prazos ou objetos;
- Sensação de estar sempre “correndo atrás” apesar do esforço;
- Dificuldade de organização que já causa problemas práticos há anos;
- Histórico de dificuldades parecidas desde a infância, mesmo sem diagnóstico na época.
Se você reconhece esse padrão desde sempre e ele já causou prejuízo real na sua vida adulta, vale buscar uma avaliação psiquiátrica específica para TDAH.
Recomendações finais
Se a dificuldade de concentração e organização é antiga e já trouxe consequências práticas — no trabalho, nos estudos, nas finanças —, uma avaliação psiquiátrica pode esclarecer se há TDAH por trás disso, mesmo que o diagnóstico nunca tenha sido investigado na infância.
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Um psiquiatra pode avaliar seu histórico e esclarecer se os sintomas correspondem a TDAH e qual o tratamento indicado.
Disclaimer: Os dados sobre aumento de diagnósticos têm caráter geral, com base em levantamentos públicos e observações da prática clínica. Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada. Apenas um psiquiatra pode confirmar um diagnóstico e indicar o tratamento adequado. Em caso de crise, pensamentos suicidas ou risco imediato, procure um pronto-socorro ou ligue para o CVV (188), disponível 24h.

